Há cada vez mais jovens a usar estimulantes cognitivos com o objectivo de aumentar a capacidade de memorização e concentração. Embora a entidade controladora destes fármacos não autorize a utilização em pessoas normais, há quem consuma sem ter nenhum tipo de patologia.
Este foi um dos assuntos abordados na conferência intitulada “Quando a memória nos atraiçoa”, apresentada no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. Cláudia Pereira, investigadora do Centro de Neurociências, explicou como o cérebro efectua o processo de memorização, não deixando de lado o erro que muitas pessoas cometem ao tentar estimular a memória.
É que fármacos como o Modafinil e a Ritalina são indicados para tratar problemas de sono ou a hiperactividade e falta de atenção. No entanto, são cada vez mais “usados por estudantes que querem aumentar a capacidade de concentração”, afirma Cláudia Pereira.
A maioria dos cientistas teme possíveis efeitos colaterais como o “entupimento” do cérebro. Isto é, tendo em conta que estas drogas servem para melhorar a memória podem fazer com que o cérebro fique sobrecarregado com demasiada informação. Para além de outros riscos que surgem na utilização destes fármacos, como o vício.
Para evitar o consumo dos “Smart Drugs” os especialistas recomendam uma actividade intelectual contínua e exercícios mnemónicos, bem como uma actividade física regular, uma alimentação saudável e dormir bem.
Para além do frequente fitness cerebral um estudo realizado em França mostrou que a ingestão de mais de três chávenas diárias de café previne e retarda o declínio da memória. Do mesmo modo, estudos mostram que o consumo moderado de álcool pode ser benéfico para a memória.

