Se quer ter boa memória… não se esqueça de beber café. Esta ideia e muitas outras ficaram na memória de quem esteve na conferência que se realizou dia 21 de Novembro, no Museu da Ciência, intitulada Quando a memória nos atraiçoa.
Cláudia Pereira, investigadora do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra, afirmou que a ingestão de mais de três chávenas diárias de café melhora o desempenho de mulheres com mais de 65 anos, em testes de memória, como prova um estudo realizado em França.
Outra boa notícia, desta vez para quem gosta de álcool, é que este, bebido de forma moderada, pode ser benéfico para a memória.
Para quem não possui estes vícios, há também a possibilidade de praticar o chamado fitness cerebral. Actividade cerebral contínua, actividade física regular, exercícios mnemónicos, aprender novas habilidades, cultivar a atenção, ter uma alimentação saudável e dormir bem são os conselhos da cientista para evitar a amnésia.
As causas da amnésia prendem-se com inúmeras razões como o avançar da idade, a depressão, o stress, a ansiedade, as doenças de Alzheimer, Parkinson e da tiróide, a falta de vitamina B1 ou o alcoolismo.
E já que estamos na “era da cosmética neurológica” e combater a falta de memória é o objectivo de muitos, a cientista não pôde deixar de falar nas “smart drugs”, também conhecidas por “viagra para o cérebro” ou “botox para o cérebro”. Estes estimulantes cognitivos, usados no tratamento da demência e de outras doenças, são cada vez mais usados por pessoas normais para melhorar as suas performances.
Cerca de 70 mil pessoas, em Portugal, sofrem da doença de Alzheimer e, talvez por isso, esta doença tenha merecido o destaque nesta conferência, inserida no ciclo dedicado à Cultura Científica, promovido pela Universidade de Coimbra.