“Botox” para o Cérebro

By andrecaetano

cerebro1.jpgVivemos na era “cosmética neurológica”, é esta a conclusão tirada da conferência “Quando a Memória nos Atraiçoa”, apresentada no Museu da Ciência em Coimbra. Cláudia Pereira, cientista do centro de neuro-ciências, constata as várias maneiras de estimular a memória, como os smart drugs ou o “fitness cerebral”.

Existem várias formas de melhorar o desempenho da nossa memória sem a utilização de aditivos, como por exemplo uma actividade intelectual contínua, a leitura, exercícios mnemónicos, alimentação saudável, etc – o “fitness cerebral”. Mas numa época onde as pessoas têm menos tempo livre, e menos tempo para cuidarem delas próprias, são necessárias formas rápidas e eficazes de conseguir essa melhoria.

Já existem drogas para combater a perda de memória – conhecidas por smart drugs como a Durepezil, mas estas são apenas diagnosticadas para doentes de determinadas patologias como Alzheimer. Estes são estimulantes cognitivos e funcionam como um “Viagra cerebral”. Ao aumentarem o fluxo sanguíneo para o cérebro, são capazes de combater o progresso da degeneração da memória.

A novidade é que neste momento, estão a ser testados fármacos para melhorar a memória de pessoas sem disfunções mnemónicas, mas como estes testes estão em fase inicial, desconhecem-se os efeitos secundários, principalmente a longo prazo.

No entanto, a maioria das pessoas poderá desconhecer, duas formas de combater a perda de memória com a ingestão de certos líquidos, que estão disponíveis em qualquer restaurante, bar, etc.

O café, tomado em três doses diárias, poderá melhorar o desempenho da memória em mulheres com mais de 65 anos, resultado de um estudo realizado em França, que determinou que a cafeína tem componentes que retarda e previne o declínio da memória.

Mais surpreendente ainda, é como o álcool – conhecido por danificar o cérebro – ingerido em quantidades ligeiras, poderá ser benéfico para a memória. Para muitas pessoas, esta será a descoberta do século!

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