
A cafeína e o álcool, em doses moderadas, podem ser bons amigos para a memória, como revelou Cláudia Pereira, durante a conferência “Quando a memória nos atraiçoa”, integrada na iniciativa “Cultura científica no Museu da Ciência”, no Laboratório Chimico, em Coimbra.
“A cafeína, moderadamente, pode ser um bom auxiliar contra a perda de memória”, disse Cláudia Pereira, do Centro de Neurociências e Biologia celular. Segundo um estudo, realizado em França, a ingestão de três chávenas de café, diariamente, melhora o desempenho de mulheres, principalmente com mais de 65 anos, em testes de memória.
Também o consumo reduzido de álcool pode ser benéfico para a memória, como comprovam estudos epidemiológicos realizados em ratos.
Sudoku em vez de fármacos
Cláudia Pereira considera que vivemos na era da “cosmética neurológica”, pois somos constantemente “bombardeados com curas para a memória”. Os estudantes cada vez mais recorrem a estimulantes cognitivos, que “não deveriam ser usados por pessoas sem patologias”.
Em alternativa aos fármacos, Cláudia Pereira dá “dicas para melhorar a memória”. Os exercícios mnemónicos, como o sudoku ou as palavras cruzadas, a leitura, a actividade física regular, uma alimentação saudável e dormir bem são algumas das formas de melhorar a capacidade de memorização sem recorrer a fármacos.