Luís Filipe Menezes acusa Marques Mendes de “querer inventar votos à última hora”. O autarca de Gaia anunciou a descoberta de 200 militantes do partido numa cidade da Amazónia de que “ninguém nunca ouviu falar”.
Menezes criticou o que classifica como um “escândalo da emigração”, em torno da acesa polémica sobre as quotas, não se conformando com o facto de em 24 horas o número de militantes do PSD, com quotas pagas, ter disparado de 80 para 1200.
“Devem ser os índios yanomani. O Dr. Salazar não faria melhor”, declarou Luís Filipe Menezes, num encontro com jornalistas em Évora, durante uma visita inserida na campanha para as directas do partido. O candidato à liderança do PSD mostrou-se ainda irritado com a saída das listas de alguns dos seus apoiantes e os pagamentos “fraudulentos de quotas”.
Em declarações à agencia Lusa o mandatário de Marques Mendes em Guimarães, Emídio Guerreiro, afirmou que a cidade de Maringá - que fica a cerca de quatro mil quilómetros da Amazónia – tem um forte núcleo de emigrantes portugueses, dos quais 22 integram o núcleo local do partido.
O Secretário-geral do PSD, Miguel Macedo, acusou Menezes de “ter problemas com geografia e com números” e acrescentou que considera lamentável “que um responsável do partido” insulte os cidadãos das comunidades portuguesas.
A polémica sobre os militantes brasileiros do partido surge a poucos dias das primeiras eleições directas no PSD. A campanha continua a ser marcada pelas acusações entre os candidatos.