Beber para não esquecer

Dezembro 15, 2007 por diccpc

 

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O equivalente a um ou dois copos de vinho pode reforçar a lembrança, confirma uma pesquisa realizada por um grupo de investigadores da Universidade de Auckland.

Esta conclusão foi apresentada pela investigadora do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra, Cláudia Pereira, na conferência “Quando a memória nos atraiçoa”. O debate, enquadrado no ciclo “conversas com cientistas”, decorreu no Museu da Ciência, instalado no Laboratório Chimico na “cidade dos estudantes”.

Após a realização de estudos efectuados com ratos, os cientistas asseguram que o etanol tem propriedades que diluem o sangue e baixam o colesterol. Assim, a demência, originada, na maioria dos casos, por problemas vasculares, pode ser evitada. Desta forma, é muito provável que a existência de álcool no organismo reduza para metade o risco de contracção da doença de Alzheimer.

Maggie Kalev, investigadora da Universidade de Auckland, assegura que “uma quantidade de álcool estimula a lembrança de estímulos altamente emotivos, o que leva a pensar que é pouco provável que a ideia de beber para esquecer esteja certa”. E este benefício não se restringe apenas ao vinho, incluindo também bebidas destiladas e cerveja, acrescenta um artigo da revista médica Lancet.

Por outro lado, esta pesquisa alerta também para o facto de o consumo excessivo de álcool ser prejudicial para o cérebro, embora em momentos emotivos possa reforçar as memórias negativas.

 

Ccafe2.jpgafé pode travar a doença de Alzheimer

 

 


Em plena semana da ciência e tecnologia, Cláudia Pereira anuncia ainda que o consumo de “mais de três chávenas de café por dia melhora o desempenho em testes de memória em mulheres com mais de 65 anos”.

A influência do café na prevenção da doença de Alzheimer parece ser significativa, e a investigadora considera que a cafeína pode funcionar como “um princípio activo de fármacos em doenças neurodegenerativas”.

Muitos dos estudos desenvolvidos pela equipa do Centro de Neurociências incidem sobre a doença de Alzheimer. Os seus objectivos são identificar métodos terapêuticos e testar substâncias activas potencialmente neuroprotectoras.

Esta doença afecta, actualmente, 20 milhões de pessoas no mundo e o seu crescimento é cada vez mais acelerado. Daí a importância que a equipa da área de Neurociência e Doenças, de que Cláudia Pereira faz parte, dá às tentativas de compreensão dos mecanismos da perda de memória.

A este respeito, a investigadora anunciou ainda a existência de outras estratégias aplicadas no combate à amnésia. As smart drugs, como é o caso de cápsulas como Brainspeed ou Megamemory, são algumas das substâncias utilizadas naquilo a que a cientista chama botox cerebral.

Estes comprimidos são, hoje, muito solicitados. Autênticos estimulantes cognitivos, para a comunidade estudantil significam cada vez mais uma forma de melhorar a sua capacidade de concentração.

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Diana Costa

 

DIRECTAS DO PSD CHEGAM À AMAZÓNIA

Dezembro 5, 2007 por olgatanaka

  Luís Filipe Menezes afirma que existem 200 militantes do PSD numa recôndita cidade na Amazónia. O candidato à liderança do partido social-democrata apelidou a polémica de “escândalo da emigração”. Marques Mendes e Miguel Macedo “apelidam” Menezes de mentiroso.  

  Surpreendido com o aumento das quotas pagas dos militantes do PSD de 80 para 1200 em apenas um dia, Menezes acusa o partido de fraude.  

  Menezes afirma ter conhecimento da existência de 200 índios militantes do PSD numa recôndita cidade na amazónia, de quem ninguém ouviu falar. “Devem ser os índios yanomani, com certeza. É fantástico. O Dr. Salazar não faria melhor”, desabafou Menezes.  

  Foi, desta forma, que o candidato à presidência do PSD retomou a polémica sobre o pagamento de quotas dos militantes do partido social-democrata; apontando, ainda, para o caso da emigração, que considera ser um “escândalo”. 

  Em reacção às acusações de Menezes, Marques Mendes disse que onde há militantes do Partido Social-Democrata aptos para votar nas directas é em Maringá, cidade do Paraná, sul do Brasil, e não na Amazónia.  

  Já o secretário-geral do PSD, Miguel Macedo, afirmou que Menezes tem “problemas com geografia e com números”, rectificando que são 22 os emigrantes portugueses que fazem parte do caderno eleitoral de Maringá, cidade com 330 mil habitantes.Macedo espera que as suas declarações possam ”repor a verdade”. 

  Afinal, parece existirem mesmo militantes do PSD por terras de Vera Cruz, resta só saber o local específico.  Com ou sem índios, é já dia 28, que ficaremos a saber quem será eleito secretário-geral do PSD.

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Menezes acha que ganhará se houver transparência – video

Café ajuda memória

Novembro 29, 2007 por claudiapais

Se quer ter boa memória… não se esqueça de beber café. Esta ideia e muitas outras ficaram na memória de quem esteve na conferência que se realizou dia 21 de Novembro, no Museu da Ciência, intitulada Quando a memória nos atraiçoa.

Cláudia Pereira, investigadora do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra, afirmou que a ingestão de mais de três chávenas diárias de café melhora o desempenho de mulheres com mais de 65 anos, em testes de memória, como prova um estudo realizado em França.

Outra boa notícia, desta vez para quem gosta de álcool, é que este, bebido de forma moderada, pode ser benéfico para a memória.

Para quem não possui estes vícios, há também a possibilidade de praticar o chamado fitness cerebral. Actividade cerebral contínua, actividade física regular, exercícios mnemónicos, aprender novas habilidades, cultivar a atenção, ter uma alimentação saudável e dormir bem são os conselhos da cientista para evitar a amnésia.

As causas da amnésia prendem-se com inúmeras razões como o avançar da idade, a depressão, o stress, a ansiedade, as doenças de Alzheimer, Parkinson e da tiróide, a falta de vitamina B1 ou o alcoolismo.

E já que estamos na “era da cosmética neurológica” e combater a falta de memória é o objectivo de muitos, a cientista não pôde deixar de falar nas “smart drugs”, também conhecidas por “viagra para o cérebro” ou “botox para o cérebro”. Estes estimulantes cognitivos, usados no tratamento da demência e de outras doenças, são cada vez mais usados por pessoas normais para melhorar as suas performances.

Cerca de 70 mil pessoas, em Portugal, sofrem da doença de Alzheimer e, talvez por isso, esta doença tenha merecido o destaque nesta conferência, inserida no ciclo dedicado à Cultura Científica, promovido pela Universidade de Coimbra.

Café e álcool amigos da memória

Novembro 28, 2007 por helderalmeida

mente3.jpgTanto o álcool como o café, tomados com moderação, podem ser bons para a memória. Quem o diz é Cláudia Pereira, do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra (UC).

Segundo um estudo realizado em França, citado pela cientista, “a ingestão de mais de três chávenas diárias de café melhora o desempenho em testes de memória em mulheres, especialmente as acima dos 65 anos”. Por seu lado, “estudos epidemiológicos, mostram que o consumo reduzido a moderado de álcool pode ser benéfico para ter uma memória melhor”.

Relativamente aos muitos fármacos que existem no mercado, Cláudia Pereira afirma “não saber até que ponto os medicamentos potenciam a recuperação da memória”. “Pode ajudar na medida em que levam mais oxigénio ao cérebro, mas não está nada provado”, assegura.

A cientista da UC deixa, contudo, algumas dicas que podem ajudar a estimular o nosso cérebro: exercícios mnemónicos, aprender novas habilidades, cultivar a atenção, actividade física regular, uma alimentação saudável e dormir bem.

Alzheimer e as “smart drugs”

Na conferência, denominada “Quando a memória nos atraiçoa”, abordou-se ainda uma das principais causas de demência da actualidade: a doença de Alzheimer.

Apesar da existência de várias teorias, não se conhecem as causas da Alzheimer. A idade, o baixo nível de literacia, os traumatismos cranianos ou os genes de risco podem ser factores desencadeadores da doença. Contudo, não existem certezas.

Cláudia Pereira abordou ainda as “smart drugs”, isto é, estimulantes cognitivos usados normalmente no tratamento da demência e que estão a ser utilizados por pessoas normais para melhorar a sua performance mnemónica. “Estamos a entrar na era da cosmética neurológica”, alertou.

A conferência esteve inserida na série de colóquios sobre Cultura Científica organizados pelo Museu da Ciência da UC e decorreu no passado dia 21 de Novembro, no renovado Laboratório Chimico.

Maus vícios, boa memória

Novembro 28, 2007 por ruipedroantunes

“O consumo moderado de álcool pode ser benéfico para a memória”. Quem o afirmou foi Cláudia Pereira investigadora do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra. Numa conferência realizada no dia 21 de Novembro, no Museu da Ciência em Coimbra, a cientista disse também que “a cafeína previne o declínio da memória”.

Com uma dinâmica diferente dos habituais colóquios, Cláudia Pereira conseguiu captar a atenção de uma bancada pouco preenchida. Desde o estacionamento do Dolce Vita ao rato Mickey, foram vários os elementos que a cientista usou para explicar a tipologia da memória.

A criatividade da conferência não ficou por aqui. Uma figura do “À procura do Nemo”, e o rosto de Valentim Loureiro serviram de acompanhamento pictórico à distinção entre amnésia orgânica e psicogénica. Ironias à parte, Cláudia Pereira explicou que a tão desejada “cura” para a amnésia é quase inatingível. No entanto, a investigadora deixou algumas sugestões para melhorar a memória. “Dormir bem, ter uma alimentação saudável e desenvolver uma actividade física regular” fazem parte deste ‘fitness cerebral’.

Numa análise à investigação científica, a especialista falou de ‘memória artificial’ que até “já foi testada, com êxito, em ratinhos e na mosca da fruta”, através da implantação de genes. As soluções mnemónicas perseguiram com um diapositivo intitulado “Viagra para o cérebro”, onde se dissertou acerca da “era da cosmética neurológica”. Neste âmbito cada vez mais se procura combater a perda da memória com recurso a substâncias, mas há provas de que essa luta pode passar por hábitos banais.

No final Cláudia Pereira aproveitou para elogiar uma campanha da Sony, que tem vindo a incentivar os jogadores de Playstation 3 a participarem em testes sobre a memória.

Não esquecer a memória

Novembro 28, 2007 por vmesquita

“Estudos epidemiológicos mostraram que o consumo reduzido a moderado de álcool pode ser benéfico para a memória”. Quem o afirmou foi Cláudia Pereira, do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra (UC).

Para a cientista, vivemos actualmente na “Era da Cosmética Neurológica”. O recurso àquilo que considerou ser “Botox para o Cérebro” está cada vez mais generalizado. São muitas as pessoas que, para corresponderem a certos patamares de exigência, recorrem a estimulantes e outros medicamentos que permitem melhores performances, principalmente no local de trabalho.

Cláudia Pereira apresentou estas e outras ideias, na conferência “Quando a memória nos atraiçoa”, inserida nos quatro dias de Cultura Científica, organizadas pelo Museu da Ciência da UC.

A especialista em neurologia deixou algumas dicas para melhorar a nossa memória. Uma actividade intelectual contínua, a prática de alguns exercícios mnemónicos e o cultivo da atenção são alguns dos conselhos. Manter uma actividade física regular, uma alimentação saudável e não abdicar de horas suficientes de sono também podem contribuir para uma memória sem problemas.

Na conferência foi também explicado o funcionamento do cérebro, para dar a entender o que falha, quando nos esquecemos de alguma coisa. O problema da amnésia também passou por esta conferência. Cláudia Pereira apresentou o problema em termos neurológicos, e apontou, com algum detalhe, quais as prescrições médicas para problemas associados à amnésia e, à perda de memória no geral.

Novembro 27, 2007 por andrecaetano

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Vivemos na era “cosmética neurológica”, é esta a conclusão tirada da conferência “Quando a Memória nos Atraiçoa”, apresentada no Museu da Ciência em Coimbra. Cláudia Pereira, cientista do centro de neuro-ciências, constata as várias maneiras de estimular a memória, como os smart drugs ou o “fitness cerebral”.

Existem várias formas de melhorar o desempenho da nossa memória sem a utilização de aditivos, como por exemplo uma actividade intelectual contínua, a leitura, exercícios mnemónicos, alimentação saudável, etc – o “fitness cerebral”. Mas numa época onde as pessoas têm menos tempo livre, e menos tempo para cuidarem delas próprias, são necessárias formas rápidas e eficazes de conseguir essa melhoria.

Já existem drogas para combater a perda de memória – conhecidas por smart drugs como a Durepezil, mas estas são apenas diagnosticadas para doentes de determinadas patologias como Alzheimer. Estes são estimulantes cognitivos e funcionam como um “Viagra cerebral”. Ao aumentarem o fluxo sanguíneo para o cérebro, são capazes de combater o progresso da degeneração da memória.

A novidade é que neste momento, estão a ser testados fármacos para melhorar a memória de pessoas sem disfunções mnemónicas. No entanto, estes testes estão ainda em fase inicial e desconhecem-se os efeitos secundários, principalmente a longo prazo.

Contudo, a maioria das pessoas poderá desconhecer duas formas de combater a perda de memória com a ingestão de certos líquidos que estão disponíveis em qualquer restaurante ou bar.

O café, tomado em três doses diárias, poderá melhorar o desempenho da memória em mulheres com mais de 65 anos, resultado de um estudo realizado em França, que determinou que a cafeína tem componentes que retarda e previne o declínio da memória.

Mais surpreendente ainda, é como o álcool – conhecido por danificar o cérebro – ingerido em quantidades ligeiras, poderá ser benéfico para a memória. Para muitas pessoas, esta será a descoberta do século!

O que fazer quando a memória começa a falhar?

Novembro 27, 2007 por sandracamelo

cerebro.jpgSerá que poderemos vir a ter falhas de memória? De que forma o cérebro actua? Na conferência realizada no Museu da Ciência, em Coimbra, a cientista Cláudia Pereira, do Centro de Neurociências explica as várias razões de “Quando a Memória nos Atraiçoa?”.

Um dos frequentes problemas de memória é conhecido pela “Amnésia”. A cientista Cláudia Pereira explica que há dois tipos conhecidos: a amnésia orgânica, provocada por distúrbios de células nervosas, como traumatismos ou degeneração das próprias células cerebrais; e a amnésia psicogênica, que resulta de factores psicológicos. Algumas das possíveis causas para o aparecimento deste problema são a idade, depressões, ansiedade, falta de vitamina B, doenças de tiróide, alcoolismo, tumores cerebrais e encefalites.

Estudos científicos mostram como a memória pode ser exercitada, de forma a obter uma melhor capacidade de aprendizagem e de memorização. ““Fitness” cerebral, actividade intelectual contínua, exercícios mnemónicos, aprender novas habilidades, cultivar a atenção, ter uma actividade física regular, alimentação saudável, e dormir bem” são acções que conduzem a um melhor desempenho da memória, afirma a cientista.

 “Botox” ou “Viagra” para o cérebro? 

A era da “cosmética neurológica” está na moda e chegou ao mercado. Embora ainda não aprovados, são comprimidos que ajudam a estimular o cérebro e a combater as perdas de memória. As chamadas “Smart drugs” são, então, estimulantes cognitivos, ainda dos quais alguns em desenvolvimento, que foram até agora usados, apenas, no tratamento da demência e de outras doenças cerebrais. Muitas das vezes, e talvez sem saber como funcionam, estes comprimidos são usados pelos estudantes para conseguirem melhorar a capacidade de estudo, especialmente em época de exames.

A cientista Cláudia Pereira realçou, também, que o consumo reduzido a moderado de álcool pode ser benéfico para a memória. “A cafeína previne e pode também retardar a perda de memória”, acrescenta. Um outro estudo, realizado em França, mostrou que a ingestão de mais de três chávenas diárias de café pode melhorar o desempenho em testes de memória em mulheres, especialmente com idades superiores a 65 anos.

Todavia, nem tudo tem cura, no que respeita à memória, como é o caso da doença de Alzheimer, diagnosticada há 100 anos pelo médico alemão Alois Alzheimer. Doença neurodegenerativa crónica do sistema nervoso central, progressiva e fatal continua sem cura nem terapêutica preventiva. 

“Botox” para o Cérebro

Novembro 27, 2007 por andrecaetano

cerebro1.jpgVivemos na era “cosmética neurológica”, é esta a conclusão tirada da conferência “Quando a Memória nos Atraiçoa”, apresentada no Museu da Ciência em Coimbra. Cláudia Pereira, cientista do centro de neuro-ciências, constata as várias maneiras de estimular a memória, como os smart drugs ou o “fitness cerebral”.

Existem várias formas de melhorar o desempenho da nossa memória sem a utilização de aditivos, como por exemplo uma actividade intelectual contínua, a leitura, exercícios mnemónicos, alimentação saudável, etc – o “fitness cerebral”. Mas numa época onde as pessoas têm menos tempo livre, e menos tempo para cuidarem delas próprias, são necessárias formas rápidas e eficazes de conseguir essa melhoria.

Já existem drogas para combater a perda de memória – conhecidas por smart drugs como a Durepezil, mas estas são apenas diagnosticadas para doentes de determinadas patologias como Alzheimer. Estes são estimulantes cognitivos e funcionam como um “Viagra cerebral”. Ao aumentarem o fluxo sanguíneo para o cérebro, são capazes de combater o progresso da degeneração da memória.

A novidade é que neste momento, estão a ser testados fármacos para melhorar a memória de pessoas sem disfunções mnemónicas, mas como estes testes estão em fase inicial, desconhecem-se os efeitos secundários, principalmente a longo prazo.

No entanto, a maioria das pessoas poderá desconhecer, duas formas de combater a perda de memória com a ingestão de certos líquidos, que estão disponíveis em qualquer restaurante, bar, etc.

O café, tomado em três doses diárias, poderá melhorar o desempenho da memória em mulheres com mais de 65 anos, resultado de um estudo realizado em França, que determinou que a cafeína tem componentes que retarda e previne o declínio da memória.

Mais surpreendente ainda, é como o álcool – conhecido por danificar o cérebro – ingerido em quantidades ligeiras, poderá ser benéfico para a memória. Para muitas pessoas, esta será a descoberta do século!

Lembrança ou esquecimento?

Novembro 27, 2007 por patriciacosta

Recorde os atentados de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos. Imagine, agora, que não se lembra do que fez há uma semana. Pois é. Para além de vários tipos de memória, de curta ou longa duração, declarativa ou episódica, também se pode sentir a ausência de recordações.Na sequência deste exercício mnemónico, imagine que o álcool pode ser benéfico para a memória, mas em consumo moderado, ou então que três chávenas diárias de café podem melhorar o desempenho mental, sobretudo em mulheres com mais de 65 anos.

Foram estas as grandes novidades apresentadas pela investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (UC), Cláudia Pereira, na conferência “Quando a memória nos atraiçoa”, realizada quinta-feira, 22 de Novembro, no Museu da Ciência, na cidade dos “estudantes”.

Segundo estudos epistemológicos, a cafeína pode retardar ou mesmo prevenir o declínio da memória. Até o banal jogo do Sudoku pode servir de bengala à reminiscência dos factos. É, pois, parte integrante duma panóplia de exercícios “fitness” para o cérebro, na qual prefiguram, entre outros, a aprendizagem de novas habilidades, a recuperação de uma alimentação saudável ou dormir bem.

Na semana da ciência e da tecnologia, Cláudia Pereira explica “que vivemos na era da cosmética neurológica”. As “smart drugs”, estimulantes cognitivos, não são mais do que “botox para o cérebro”. Se este tem por objectivo o preenchimento de tecidos com umfim estético, os estimulantes tem por intuito melhorar a performance de pessoas “normais”, adulterando-lhes o sistema psicossomático.

Medicamentos como Brain Speed ou Memory Modafinil, prescritos para pessoas que têm uma sonolência profunda durante o dia, são utilizados excessivamente pelos estudantes, em épocas de exames. Os “alicerces” do estudo mantêm os níveis de concentração bem altos, e acima de tudo, rentabilizam o trabalho, despertando a mente pelo menos ao longo de 40 horas. “Os fármacos estão a ser comercializados em grandes quantidades e em pessoas que não têm quaisquer patologias”, alerta a investigadora da Faculdade de Medicina da UC.

Memória versus amnésia

A amnésia ou a doença de Alzheimer são problemas que afectam, cada vez mais, o ser humano. Enquanto a primeira é a perda parcial ou total da capacidade de reter e evocar informação, causada por distúrbios no funcionamento das células nervosas ou mesmo por traumatismos, a segunda, actualmente sem cura nem terapêutica preventiva, é progressiva e fatal. Com incidência comum nos idosos, é a inquietação dos tempos actuais, afectando já 18 milhões de pessoas em todo o mundo.

O stress, a depressão ou a simples falta de vitamina B1 podem estar na causa da amnésia; já na Alzheimer, uma mutação de genes ou factores de risco como a idade, o Síndrome de Down, baixo nível de literacia, doenças vasculares ou uma dieta podem comprometer a saúde mnésica dos indivíduos.Cláudia Ferreira apontou, por fim, algumas das consequências da perda progressiva de memória: desorientação temporal e geográfica, incapacidade de resolução de problemas do dia-a-dia, dificuldade na linguagem ou o desenvolvimento de complicações motoras.